Gustavo Franco: “A economia tem se recuperado lentamente”
8/05/09
O economista Gustavo Franco esteve nesta quinta-feira, 7 de maio, nas Faculdades Integradas do Brasil. Franco, que teve participação na formulação, operacionalização e administração do Plano Real, participou de mais uma edição do projeto UniBrasil Futuro. Mestre em Economia do Setor Público e doutor pela Universidade de Harvard, Franco foi Secretário Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e Presidente do Banco Central do Brasil.
Gustavo Franco fez uma análise da crise econômica. Segundo ele, a economia brasileira estava mais preparada para enfrentar esta crise. “Tem a ver com um processo cumulativo virtuoso de melhoras na economia que vem especialmente forte nos últimos 15 anos, a partir do plano real. Deixamos pra trás uma inflação de 40, 50% ao mês, que já vinha durando 15 anos que causou estragos extraordinários ao país”, ressalta.
Para ele, depois que terminou este processo a saúde econômica melhorou e induziu o organismo a procurar oportunidades, mesmo sem toda a energia política que poderia haver para melhorar as coisas. “Espontaneamente os progressos foram acontecendo. Vários deles muito discutidos, reformas difíceis foram feitas nem sempre com unanimidade do país, mas é assim mesmo, interesses de minorias são sempre derrotados em processos de reforma, em benefício das maiorias”, comenta.
No entanto, Franco acredita que todos estes processos ajudaram no fortalecimento da economia. “De tal sorte que hoje, quinze anos depois, quando aparece a mais célebre das crises internacionais dos últimos cem anos, talvez o país está mais preparado, está mais robusto. Não que não vá ter efeito, claro que vai ter efeito, mas talvez menos do que o da crise de 99, a crise da Rússia”, explica.
Sobre os mecanismos utilizados pelo governo brasileira para atenuar a crise, Franco analisa que foram na direção correta. “Há divergência quanto à dosagem. Especula-se: a taxa de juros poderia caído mais, a taxa de câmbio deveria sofrido mais intervenções. Enfim, nunca vai haver 100% de acordo com todo mundo, mas a maior parte dos profissionais de economia concorda que a direção foi correta”, salienta.
O economista vê o próximo semestre ainda difícil. “Os diferentes setores da economia foram afetados diferentemente na crise. Para alguns a produção caiu 50 60% para outros caiu muito pouco ou mesmo cresceu, depende do grau de envolvimento que o setor ou a empresa tem com o coração da crise”, destaca, evidenciando que deste quadro heterogêneo resultou o crescimento do país, embora o último trimestre do ano passado tenha sido negativo.
“Houve uma queda grande e rápida e desde então a economia tem se recuperado lentamente. Mês a mês a economia cresce, mas se comparado último o mês com os doze meses atrás houve uma queda, e isso vai continuar assim por um bom tempo. Recuperar os níveis de produção dos últimos seis meses pode demorar até dois anos, depende do setor”, acredita. Para ele, este próximo semestre é de acomodação, de ajuste.
Franco vislumbra que o principal motivador para sair da crise, é as empresas se livrarem do pessimismo que ocorreu no fim do ano e que causou em muitos setores, um certo exagero em medidas preventivas medidas de encolhimento, paralisação e demissão. Na opinião dele, esta crise teve de diferente o fato de ela ter ameaçado chegar muitos meses antes de efetivamente chegar, criou uma espécie de síndrome de furacão. “Como demorou muito pra chegar, quando chegou o primeiro ventinho, tomo mundo reagiu como se fosse um furacão e exagerou na defesa, agora que já passou o pior é provável que a normalização das atividades venha com rapidez”.
Para Franco, debates como este promovido na UniBrasil são essenciais na academia. “É bom quando profissionais de fora podem compartilhar suas experiências e ao mesmo tempo se alimentar da energia que vem da juventude que a universidade proporciona”.
O professor Victor Folquening, coordenador do projeto UniBrasil Futuro, ressalta que o projeto denota a preocupação das Faculdades Integradas do Brasil: a de pensar o aprendizado não como um processo que acontece somente na sala de aula. “Mas como parte de longa conversa em prol de um conhecimento que seja útil para a sociedade”.
Isso para que o egresso da UniBrasil exerça sua função com qualidade e possa influenciar no desenvolvimento da sociedade. “As pessoas que ajudamos a construir na UniBrasil precisam estar preparadas para enfrentar esta sociedade e dar contribuições para ela. Por isso precisam pensar de forma plural, saber ouvir opiniões que sejam diferentes das suas”. É por isso, que o UniBrasil Futuro traz pessoas polêmicas, com pontos de vista provocativas, para os estudantes debatam, escrevam, sobre estes assuntos e possam construir um conhecimento inovador e revolucionário.
Premiação IRA
Os estudantes com o melhor Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) foram premiados nesta quinta-feira. A entrega da premiação IRA, foi realizada às 18h30, no Auditório Desembargador Cordeiro Clève, no Bloco 6, antes da palestra de Gustavo Franco.
O presidente das Faculdades Integradas do Brasil, professor Clèmerson Merlin Clève, destaca que a meritocracia está no DNA da Instituição. “Estes estudantes servem de exemplo para os demais”, comenta.
O diretor acadêmico, professor Jairo Marçal, ressalta que tal premiação faz parte da política institucional de mérito acadêmico. “Desde a fundação a UniBrasil firmou compromisso com a política do conhecimento, o mérito acadêmico. Acreditamos que o único caminho para aquisição de um conhecimento de qualidade é estudar muito. Os estudantes premiados representam o sucesso da nossa política por isso tem que ser parabenizados”, ressalta Marçal.
O estudante de Farmácia Jonathan Celli Honorio recebe a premiação deste a primeira edição. Já são três Prêmios IRA em seu currículo. “Para se destacar no mercado de trabalho tem que ter prioridade para os estudos e não somente para a parte teórica, mas a parte pratica também. Boas notas são portas abertas no mercado de trabalho”, acredita. Ele é bolsista do Programa Universidade para Todos (ProUni). Quase metade dos premiados em 25 cursos da instituição são bolsistas do ProUni.
Acesse fotos da palestra de Gustavo Franco e da Premiação IRA
Juliano Pedrozo

Prêmio IRA: conquista dos bons alunos da UniBrasil
Juliano Pedrozo

Franco vislumbra que o principal motivador para sair da crise, é as empresas se livrarem do pessimismo que ocorreu no fim do ano e que causou em muitos setores, um certo exagero em medidas preventivas medidas de encolhimento, paralisação e demissão
O economista Gustavo Franco esteve nesta quinta-feira, 7 de maio, nas Faculdades Integradas do Brasil. Franco, que teve participação na formulação, operacionalização e administração do Plano Real, participou de mais uma edição do projeto UniBrasil Futuro. Mestre em Economia do Setor Público e doutor pela Universidade de Harvard, Franco foi Secretário Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e Presidente do Banco Central do Brasil.
Gustavo Franco fez uma análise da crise econômica. Segundo ele, a economia brasileira estava mais preparada para enfrentar esta crise. “Tem a ver com um processo cumulativo virtuoso de melhoras na economia que vem especialmente forte nos últimos 15 anos, a partir do plano real. Deixamos pra trás uma inflação de 40, 50% ao mês, que já vinha durando 15 anos que causou estragos extraordinários ao país”, ressalta.
Para ele, depois que terminou este processo a saúde econômica melhorou e induziu o organismo a procurar oportunidades, mesmo sem toda a energia política que poderia haver para melhorar as coisas. “Espontaneamente os progressos foram acontecendo. Vários deles muito discutidos, reformas difíceis foram feitas nem sempre com unanimidade do país, mas é assim mesmo, interesses de minorias são sempre derrotados em processos de reforma, em benefício das maiorias”, comenta.
No entanto, Franco acredita que todos estes processos ajudaram no fortalecimento da economia. “De tal sorte que hoje, quinze anos depois, quando aparece a mais célebre das crises internacionais dos últimos cem anos, talvez o país está mais preparado, está mais robusto. Não que não vá ter efeito, claro que vai ter efeito, mas talvez menos do que o da crise de 99, a crise da Rússia”, explica.
Sobre os mecanismos utilizados pelo governo brasileira para atenuar a crise, Franco analisa que foram na direção correta. “Há divergência quanto à dosagem. Especula-se: a taxa de juros poderia caído mais, a taxa de câmbio deveria sofrido mais intervenções. Enfim, nunca vai haver 100% de acordo com todo mundo, mas a maior parte dos profissionais de economia concorda que a direção foi correta”, salienta.
O economista vê o próximo semestre ainda difícil. “Os diferentes setores da economia foram afetados diferentemente na crise. Para alguns a produção caiu 50 60% para outros caiu muito pouco ou mesmo cresceu, depende do grau de envolvimento que o setor ou a empresa tem com o coração da crise”, destaca, evidenciando que deste quadro heterogêneo resultou o crescimento do país, embora o último trimestre do ano passado tenha sido negativo.
“Houve uma queda grande e rápida e desde então a economia tem se recuperado lentamente. Mês a mês a economia cresce, mas se comparado último o mês com os doze meses atrás houve uma queda, e isso vai continuar assim por um bom tempo. Recuperar os níveis de produção dos últimos seis meses pode demorar até dois anos, depende do setor”, acredita. Para ele, este próximo semestre é de acomodação, de ajuste.
Franco vislumbra que o principal motivador para sair da crise, é as empresas se livrarem do pessimismo que ocorreu no fim do ano e que causou em muitos setores, um certo exagero em medidas preventivas medidas de encolhimento, paralisação e demissão. Na opinião dele, esta crise teve de diferente o fato de ela ter ameaçado chegar muitos meses antes de efetivamente chegar, criou uma espécie de síndrome de furacão. “Como demorou muito pra chegar, quando chegou o primeiro ventinho, tomo mundo reagiu como se fosse um furacão e exagerou na defesa, agora que já passou o pior é provável que a normalização das atividades venha com rapidez”.
Para Franco, debates como este promovido na UniBrasil são essenciais na academia. “É bom quando profissionais de fora podem compartilhar suas experiências e ao mesmo tempo se alimentar da energia que vem da juventude que a universidade proporciona”.
O professor Victor Folquening, coordenador do projeto UniBrasil Futuro, ressalta que o projeto denota a preocupação das Faculdades Integradas do Brasil: a de pensar o aprendizado não como um processo que acontece somente na sala de aula. “Mas como parte de longa conversa em prol de um conhecimento que seja útil para a sociedade”.
Isso para que o egresso da UniBrasil exerça sua função com qualidade e possa influenciar no desenvolvimento da sociedade. “As pessoas que ajudamos a construir na UniBrasil precisam estar preparadas para enfrentar esta sociedade e dar contribuições para ela. Por isso precisam pensar de forma plural, saber ouvir opiniões que sejam diferentes das suas”. É por isso, que o UniBrasil Futuro traz pessoas polêmicas, com pontos de vista provocativas, para os estudantes debatam, escrevam, sobre estes assuntos e possam construir um conhecimento inovador e revolucionário.
Premiação IRA
Os estudantes com o melhor Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) foram premiados nesta quinta-feira. A entrega da premiação IRA, foi realizada às 18h30, no Auditório Desembargador Cordeiro Clève, no Bloco 6, antes da palestra de Gustavo Franco.
O presidente das Faculdades Integradas do Brasil, professor Clèmerson Merlin Clève, destaca que a meritocracia está no DNA da Instituição. “Estes estudantes servem de exemplo para os demais”, comenta.
O diretor acadêmico, professor Jairo Marçal, ressalta que tal premiação faz parte da política institucional de mérito acadêmico. “Desde a fundação a UniBrasil firmou compromisso com a política do conhecimento, o mérito acadêmico. Acreditamos que o único caminho para aquisição de um conhecimento de qualidade é estudar muito. Os estudantes premiados representam o sucesso da nossa política por isso tem que ser parabenizados”, ressalta Marçal.
O estudante de Farmácia Jonathan Celli Honorio recebe a premiação deste a primeira edição. Já são três Prêmios IRA em seu currículo. “Para se destacar no mercado de trabalho tem que ter prioridade para os estudos e não somente para a parte teórica, mas a parte pratica também. Boas notas são portas abertas no mercado de trabalho”, acredita. Ele é bolsista do Programa Universidade para Todos (ProUni). Quase metade dos premiados em 25 cursos da instituição são bolsistas do ProUni.
Acesse fotos da palestra de Gustavo Franco e da Premiação IRA
Juliano Pedrozo

Prêmio IRA: conquista dos bons alunos da UniBrasil
Juliano Pedrozo

Franco vislumbra que o principal motivador para sair da crise, é as empresas se livrarem do pessimismo que ocorreu no fim do ano e que causou em muitos setores, um certo exagero em medidas preventivas medidas de encolhimento, paralisação e demissão







